Globo e o fracasso de ” Além do Horizonte” novela não decola na audiência


É claro que um excelente elenco nem sempre é sinônimo de qualidade e sucesso. Basta pegar “Salve Jorge” como exemplo. A história era pífia, mas o elenco, com grandes atores, era bastante interessante. Porém, é claro que o elenco é tudo em uma história. Um bom elenco, por sua vez, chama o telespectador, o faz assistir a qualquer produto, mesmo ele sendo um dos piores do universo.

“Além do Horizonte”, a nova novela das sete da Globo e que estreou nesta segunda-feira (04), tem em seu “casting” o seu primeiro e maior erro. Nomes carimbados da teledramaturgia, como Flávia Alessandra e Alexandre Borges, se veem como meros coadjuvantes em uma trama com uma pegada jovem e protagonizada por três novatos: Juliana Paiva, Thiago Rodrigues e o quase anônimo Vinícius Tardio.

Com uma estreia morna, sem grandes acontecimentos, a nova trama das sete já começa pecando exatamente por esse tal elenco. Investir em nomes novos, que o público ainda não guardou a fisionomia, nem sempre é interessante. Pelo contrário. É arriscado, é bizarro em alguns momentos, como vimos em “Além do Horizonte”, escrita pelos novatos Carlos Gregório e Marcos Bernstein

Para se estar em uma novela, é preciso, acima de tudo, muito preparo. Os três protagonistas até que não decepcionaram, a julgar pelo primeiro capítulo, mas em meio a tantos outros nomes novos por que eles? A impressão que fica é que “Além do Horizonte” foi feita a toque de caixa.

Esse mesmo elenco despreparado, enxuto e fraco torna “Além do Horizonte” uma novela sem atrativos. A história, infelizmente, só piora a situação. Três jovens tentando reencontrar seus familiares, buscando seus sonhos? Você já não viu isso antes?

Para piorar, tem mais: “Além do Horizonte” também descaracteriza o quesito de trama das sete. Sim, os tempos são outros, mas as tramas do horário das sete sempre foram aquelas histórias leves, divertidas, fofinhas. “Além do Horizonte” é misteriosa, tem uma pegada espírita e mais parece uma produção escrita pela Elizabeth Jhin (“Escrito nas Estrelas”, “Amor Eterno Amor”).

A primeira impressão, dependendo, é a que fica. Com “Além do Horizonte”, dificilmente, o quadro será revertido e o primeiro capítulo está aí para provar isso. Eu posso queimar a língua e daqui uns dias estar amando essa novela. Bem, é mais fácil uma trama da Globo voltar a dar 50 pontos de média.

Falando nisso, a nova trama estreou de forma pífia também no quesito audiência. Em São Paulo, a estreia de “Além do Horizonte” marcou míseros 24 pontos (consolidado), índice inferior às estreias das antecessoras “Sangue Bom” e “Guerra dos Sexos”.

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